Procurando a chave do Cemitério Judaico da Ilha da Madeira, para um uma senhora de Amesterdão ver seu antepassado que ali foi enterrado, encontro um blog interessante, que entre tantas informações preciosas sobre os judeus sefarditas do Brasil, cita a ascendência de Drummont de Andrade do Brasil, descende dos drummond de Minas Gerais Antonio de Carvalho de Drummond, vindo da Ilha da Madeira - Santa Cruz. "... Gil Carvalho, capitão mor na Índia casado com a judia Maria Eanes de Loureiro. Os quais se fixaram na Ilha da Madeira. Na Vila de Santa Cruz: na propriedade denominada Solar de São Gil. Sendo esta a comum ascendência dos Drummond do Brasil."
Neste trabalho, aponta Catarina de Noronha, esposa de Lopo de Albuquerque, que retirou-se de Portugal com o passaporte falso de Pedro Nunes emitido pelo Ma’amad: órgão supremo da jurisdição civil autónoma dos judeus portugueses, sendo a sobrinha de Felipa Moniz, esposa de Cristóvão Colombo, também conhecida como Leonor de Noronha, filha do Bispo de Évora, Pedro de Noronha casado com Branca Dias Perestrello, era filha de Bartolomeu Perestrello: primeiro governador da Madeira; filho de Filippo Pallastrelli, natural da Itália.
Segue o precioso link:
http://pedrodealbuquerque.wordpress.com/2010/07/16/cristaos-novos-judeus-velhos/
Friday, March 29, 2013
Wednesday, February 6, 2013
Ilha da Madeira
- Da sinagoga apenas resta a fachada, ainda bonita, embora já ocupada em baixo por um café e uma lavandaria, parecendo uma réplica, em pequeno, da sinagoga de Lisboa. Parece ter sido construída de raiz, com fachada para a rua, e uma Magen David incrustada numa das janelas, o que indica que terá sido edificada depois da implantação da República. Mas isto é apenas uma suposição dado que não encontrei nenhuma referência à construção da Sinagoga do Funchal.
- Em muito pior estado se encontra o cemitério: apesar de nos terem dado uma chave, a porta encontra-se arrombada, e o matagal selvagem cobre integralmente as campas. Afastando com dificuldade as plantas, consegue-se ver alguns túmulos, muitos deles quebrados e vandalizados. Situado no alto de uma colina, face ao mar, uma parte da parede exterior ruiu com o terramoto de 1975, tendo inclusivamente algumas campas caído no Oceano.
- O cemitério data de 1851 e sabe-se que a escritura foi feita em 1950 por Judah Allof e Isaac Esnaty, o primeiro originário de Londres e o segundo de Marrocos. Um estudo elaborado por Rui Santos, afirma que o cemitério continha 38 sepulturas, 4 das quais desapareceram, provavelmente caídas ao mar. O último enterro foi o da D. Joana Abudarham Câmara, realizado em 9 de Janeiro de 1976. Ainda segundo o mesmo estudo, estão sepultados judeus originários de Inglaterra e Gibraltar com nomes marroquinos, entre os quais avultam os Abudarham, de França, da Síria, de Marrocos, e alguns alemães, vindos no princípio do século, dedicando-se à indústria do vinho e dos bordados, e mais tarde nos anos trinta, em fuga das perseguições nazis. O estado de desolação e de abandono do cemitério é total, constituindo um insulto à memória das pessoas ali sepultadas.
Foto Gisele Aznar
Ainda enfatiza que, é urgente fazer qualquer coisa antes que seja tarde de mais, em particular alertando as autoridades madeirenses e possíveis descendentes para a necessidade de restaurar e manter esse património antes que a memória dos judeus da Madeira desapareça por completo.
Existe uma publicação interessante chamada Arquivo Histórico da Madeira, uma Série de Transcrições Documentais que contém uma introdução histórica acerca dos «Judeus e Cristãos-novos na Madeira», entre o período de 1461 – 1650, transcrição paleográfica e notas acerca do «Rol dos Judeus e seus descendentes».
Gisele Camacho Aznar
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