Tuesday, June 19, 2007

Monte Rei - Entre Tabuaco e Moimenta da Beira

Todas as fotos deste local são de Antonio Custódio

Prolongar qualquer relação no tempo; exigir dela uma duração; comprometer-se; alimentar uma história com episódios; alinhavá-los em causa e efeitos; cultivar um jardim, mesmo que o meu próprio, mesmo que seja para eu mesma usufruí-lo: como é difícil deixar de lado o fluxo contínuo da vida para dedicar-se a um projecto que, a cada etapa, anuncia um novo prolongamento, denuncia a sua inevitável dependência do meu esforço, do meu dispêndio de tempo, um projecto, enfim, que se densifica em um outro espaço-tempo, em um universo de possibilidades que não posso controlar, que apenas observo, sem tédio e sem ansiedade, como se estivesse cativa em uma clausura que eu mesma forjei, ingenuamente, para me aproximar do mundo, quando o resultado é que dele tenho apenas me afastado


Encontramos 5 fornos entrei e me acomodei....
A cidade era auto sustentavel
Tudo era cultivado e produzido em Monte Rei .... Monte do Rei como chamavam os antigos...
Podemos observar que se eram uma grande família, porque dividiam algumas instalações e viviam muito próximos. Usavam um sistema inteligentissímo de irrigação.


Caminhar por Monte Rei é pisar numa história que ainda não foi contada. Por puro descaso?
Cada detalhe nos transporta para um tempo em que nossa capacidade de entender é limitada ao observamos como se dava tamanha força para colocar pedra sobre pedra. Banheiras de pedra. Parece ser preciosa e tenho vontade de guardar como quem guarda um tesouro com o único proposito de preservá-lo.




LAGAR
posso ficar de frente para o forno e ouvir um grupo pisando as uvas nesse lagar. Encontramos 7 como este nesta pequena cidade escondida entre as montanhas. Os caminhos para se chegar a Monte Rei eram por trilhas feitas pelos burros com caminhos para Nagosa, Granja do Tedo e Longa. A estrada que passa hoje em Monte Rei foi construída há 20 anos. Monte Rei nunca teve energia elétrica e seus moinhos são tantos que ainda não registramos todos. A eira é a parte mais charmosa de Monte Rei, me parece que ali eles dançavam e cantavam durante as malhadas. Achar o milho rei deveria ser realmente uma grande conquista para um povo que sabia empregar o seu tempo para ganhar o seu próprio sustento. Sem nenhum cunho religioso ou político, as malhadas ajudam a passar o tempo na época em que o milho precisava ser retirado da espiga.




Aqui encontramos uma "banheira"?

Havia uma construção ao lado (direito) Observe a saída da água






Nos umbrais das casas observamos marcas da inquisição

Veja isso: Positivo e Negativo


















Encontramos vários moinhos de água, movido pela água que permite moer grãos, gerar electricidade, irrigar grandes áreas e drenar terrenos alagados a partir da força da água.
Esta é a estrutura mais antiga conhecida de aproveitamento da energia cinética das águas de rios e ribeiros.


Aqui foram construído diques que paravam o curso da água acumulando-a num reservatório, chamada de albufeira ou represa. Encontramos também açudes que não param o curso natural da água, mas obriga-a a passar por um desvio que a leva até o moinho e do moinho para a irrigação.





VOLTO NESSE LOCAL SEMPRE QUE POSSO

Impressionante... Ontem eu fiquei olhando uma simples pedra e disse ao meu querido amigo que chamo de Antonio Custódio. Veja com que elegância essa pedra ficou ali...
Ele respondeu:
É verdade e foi para que nós pudéssemos ver com que braço forte foram ali colocadas...
Lembrei da palavra Zeroá, que significa "braço" em hebraico, simboliza o poder de D'us.
Então me calei e olhei com tanto respeito para Monte Rei




- Quando cheguei em Monte Rei senti algo diferente
* Monte Rei também sentiu - A terra
* Mas na foto sobre o muro, pareçe dançar
- é verdade...Eu fico assim em Monte Rei...

De MONTE DO REI
Quanto tempo esperei para te conter?
Não importa, não houve demora porque a certeza da sua chegada me manteve.
Estão guardados no tempo os dias que se passaram até a sua chegada, mas agora estás aqui! Que deliciosa a sensação de ter tuas mãos suaves cheias de ternura e respeito á tocar-me o solo. Leve mulher menina, tocas á face desta velha anfitriã como quem confere a face de seu filho na volta ao lar. Teu amoroso coração apaixonado eu posso ver, brilha como a luz de um prisma quando aqui se encaixa e repousa tua alma chegada de longa viagem.
Fico calma á te observar os gestos enquanto revigoro-me em tua alegria e amor.
Não há questionamentos mais graciosos que os teus minha menina!
Há algo de divertido que fazes. Fazes-me cócegas quando procuras tuas certezas em minha intimidade e nesta hora, não consigo resistir e te envolvo inteira com a brisa das emoções minhas que guardei para você. As melhores e mais preciosas.
É como esperava! Sua presença me devolve a alma de outrora. Acho que são as vestes com as quais teus olhos me vestem e esta luz que irradia teu coração.
Sou terra, sou como você, sou mulher, guardo histórias, sou mãe, amorosa, fértil e paciente. Paciente como serás um dia, no dia que como eu sempre soube, também você saberá que alguém muito especial vai chegar ou voltar, e com apaixonado amor, te tornará plena assim como você me faz sentir.
Agora dance em mim com seus bem amados, enquanto viceja as sementes que semeias em mim para que eu possa embelezar ainda mais sua vida e alimentar-vos. MINHA BEM AMADA.

Portugal, Monte Rei 01 de abril 2007.


Enquanto Monica Kavalcante, nossa jornalista no Rio de Janeiro escrevia esta carta após retornar do cinema e ver as fotos de Monte Rei, nós aqui em Portugal estávamos em Monte Rei, realizamos um Jantar com o bota fora de pessach, a Lua cheia no céu nos deu tanta alegria para cantar uma linda canção em Hebraico.
OS ÚLTIMOS HERDEIROS DE MONTE REI

Um dos últimos proprietários de Monte Rei
Sr. Eduardo de Almeida Antunes e Sra. Ofélia Teixeira de Sousa
Os dois são primos e descendem de uma geração toda de casamento
entre primos, assim como, herdeiros dos mais antigos proprietários de Monte Rei

no meio a atual e proprietária de Monte Rei Clerinda Figueiredo
que tem sido umagrande colaboradora deste trabalho
demostrando também ser uma pessoa conciente
epreocupada com o valor histórico de Monte Rei



Entrevistamos o Sr. Eduardo e D. Ofélia que foram um dos últimos ocupantes de Monte Rei moram hoje em Longa, o Sr. Eduardo aos 10 anos de idade trabalhava no verão em Monte Rei na parte que cabia ao seu pai como herança do avô que vem passando de geração em geração e outra parte que comprou, quando já era rapaz conheceu sua esposa em Longa e caminhava quase toda noite para namorar em Longa.
A avó do Sr. Eduardo Hipolito de Almeida comprou algumas terras e herdou outras do seu avô e a avó do Sr. Eduardo, Sra. Rosinda de Jesus Antunes que herdou do avô conhecido como Sr. Antunes (O Moleiro)

Sr. Eduardo diz que sempre usou socos e que usou a primeira bota com 20 anos quando foi a inspeção e tinha um bico na frente.
Mas por enquanto voltemos aos causos contados por Sr. Eduardo sobre Monte de Rei

O que conseguimos apurar do Sr. Eduardo foi que Monte Rei em 1936 tinha um caminho romano para passar os carros de boi até a Granja do Tédo, São Cosmado e Longa. Ele afirma que quando foi formada a povoacao deveria ter sido formada la porque muitos lá viviam e nao em Longa

Criavamos lá muita cabra... Havia muito trabalho.

Existe um tunel em Monte Rei com altura de um homem . Na sua época só se alcançava 10 metros. Não se sabe se em tempos remotos esse tunal secreto poderia atravessar como conta a lenda que chegaria em Longa. Era seu esconderijo preferido quando fazia algo errado e precisava se esconder.

Seu pai contava que andou por aquelas bandas um homem da granja e viveu escondido neste tunel durante muito tempo. Não sabe o nome do individuo e nem o que ele fez para alí se esconder, mas sabe que por algum motivo foi lhe permitido alí estar e ele vivia com seu pote de vinho cheio

Quem viveu na sua época na casa do famoso Hermitão foam os Montanhas (alcunha), bisavos de sua esposa – Os Sousas.

Jeremias – sapateiro da granja que trabalhava lá perto das eiras.

Os Moinhos eram usados e em grande produção na sua época.

A Banheira não sei para o que serviu, sempre tive curiosidade - diz Sr. Eduardo - mas ela já estava lá e foi construída no tempo dos antigos, usamos para fazer um alambique. Nunca constrimos uma casa. Todas existiam. Nem meu avô fez nada. Quem fez foram os antigos. Muito antes dos meus bisavôs. - diz Sr. Eduardo. Porque já na época do meu avó vieram morar em longa.
Havia também uma quadrilha de ladroes que andaram por lá de São Cosmado em 1859 - esa versão se confirma no livro da Scisma da Granja do Tedo - Esses Leais foram lá para roubar e o bisavo de minha mulher SR. Luis de Sousa guardava o dinheiro das juntas de boi nas bocas do colchões de palha e eles colocaram numa gamela.

O Sr. Eduardo conta também qye sua avó, D. Rosinda de Jesus Antunes morreu assassinada na estrada de Monte Rei para Longa. Mas ele também não sane explicar o motivo.


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OS HERDEIROS DE MONTE REI
a - » Os Sousas
1 - Luis de sousa - Monte Rei adquiriu bens, tornando-se um homem de posses e muito reservado viveu em Monte Rei por cima do zé pinhao no lagar´- chamado de sobreira
1.1 - Luis Teixeira de SousaFilhos1.1.1 - Antonio Nunes de Sousa
1.1.2 - Alice Nunes de Sousa casou com primo direito Americo Nunes de Sousa
1.1.2.1 - Luis Nunes de Sousa +- com 76 anos hoje proprietário de parte de Monte Rei por parte da mãe e do tio que não teve descendentes.
1.2 - José Augusto Teixeira de Sousa +- 1938 – Teve 12 filhos com 3 mulheres diferentes e não casou com nenhuma porque eram todas primas e todas viveram e criaram seus filhos proximas em casas separadas sustentadas por José Augusto, mas ele quem as visitava e elas não tinham permissão de visitá-lo em sua casa. Sr. José Augusto usava barba comprida e chapeu preto, um paleto preto mesmo no calor e quando era questionado pelo calor ele respondia: “O que tapa o frio, tapa o calor”. D. Ofélia diz que o Sr. José Agusto Teixeira de Souza, era um homem com muitos mistérios e não permitia que seus filhos entrassem em sua casa sem serem convidados e isso só acontecia uma vez por ano, sempre morou com a irmã solteira chamada Virginia de Sousa e pegou para criar uma neta chamada Urbana que se manteve sempre presa na casa, não permitindo que os outros netos visitassem com frequencia.
1ª união com a prima Preciosa Mendes -Pinheiros
1.2.1 - José Mendes de Sousa teve filhos com prima direita Amelia da Cruz Teixeira, filha de Genoveva Teixeira da Cruz e João Cristóvão Teixeira
1.2.1.1 - Ofélia Teixeira de Sousa nasceu em 1928 em lugar de Longa – Tabuaço
1.2.1.2 - João Teixeira de Sousa
1.2.1.3 - Maria José Teixeira de Sousa
José Mendes de Sousa casa no Brasil (Manaus) 092-233-9573
1.2.1.4 - Maria José nasceu em 1929 Manaus Brasil
1.2.1.5 - Eufêmia Manaus Brasil
1.2.1.6 - Dionelo que estudou no sesi de Manaus (foto com camisa do Sesi) Manaus Brasil
1.2.2 - Firmino Mendes de Sousa c/c com Maria de Almeida sua prima e tiveram 9 filhos
1.2.3 - Cassiano Mendes de Sousa
1.2.4 - Elvira Mendes de Sousa
1.2.5 - Benvinda Mendes de Sousa
1.2.6 - Adelaide Mendes de Sousa
2ª união José Augusto Teixeira de Sousa tem filhos com prima Maria Rosa1.2.7 - Rufina Sousa
1.2.8 - Urbana Sousa que foi a única filha criada com o avó José Augusto Teixeira de Sousa
1.2.9 - Eduardina Sousa
3º união José Augusto Teixeira de Sousa com prima Maria do Rosário
1.2.10 - Umbelina de Sousa
1.2.11 - Mercedes de Sousa
1.2.12 - António Piedade de Sousa
1.3 - Severino teixeira de sousa
1.4 - Virginia de sousa


» Os Antunes
Eduardo Almeida Antunes nasceu em 27/07/1926, filho de José de Almeida Antunes - Longa Mãe: Maria José Madeira –Longa Avô paterno: comprou algumas e herdou outras Avó Paterna: – nasceu Longa herdou tb do Avô
1 - Antunes (O Moleiro) - Monte Rei1.1 - Rosinda Antunes Morreu assassinada na estrada
de Monte Rei para Longa- Longa c/c ??(Almeida)??
1.1.1 - Hipolito de Almeida Antunes - Longa
1.1.1.1 - José de Almeida Antunes - Longa casou com Maria José Madeira - Longa
1.1.1.1.1 - Eduardo Almeida Antunes (o entrevistado) nasceu em 27/07/1926 -Longa

Obs. Maria de Almeida era prima de Firmino Mendes de Sousa e o Sr. Eduardo Almenida Antunes é primo de Ofélia Mendes de Sousa

São Pedro das Águias data do sec X ou XI - Granjinha Tabuaco



Seria um ermitério?

Uma mesquita?

Maçonaria?

Já naquele tempo?

Que confuso me faz esses arqueólogos que não usaram um historiador para ajudar
reverso

Em que terreno movediço, ardiloso, eu chafurdava, quando acreditava pisar sobre ladrilhos dourados?

Que geografia era aquela, sinuosa, em que larguei minhas pegadas certa de que no regresso elas ainda estariam lá?

Caminhava tão confiante de que, uma vez retrocedido o espaço, voltaria também no tempo, e poderia flagrar-me então em uma outra paisagem, sem os sapatos enlameados, ou ainda, com o andar descalço, pleno de castidade.

Como poderia supor que a trilha em que me embrenhava jamais me apaziguaria com respostas, que serviria apenas para cobrir minhas perguntas com outras, mais complexas e mais urgentes, como um malicioso palimpsesto?

Monday, June 18, 2007

Ano de 2006 - SINAGOGA MIKOR HAIM

Foto Antonio Alves








2006 / 2007



Eu sei que posso parecer louca mas aos olhos de quem odeia o que não compreende, mas ainda assim, amigo não esconde o que pensa....
Cada argumento uma data e uma reflexão momentânea ou novas convicções....






Foto Antonio Custódio




Nem tudo é passageiro...
Nem tudo se acaba ...
Sempre existem ruínas para lembrar...











Só uma observação bem lembrada

pelo meu amigo Douglas:




quem não quiser ver malucos


quebre o espelho







Chegamos em Portugal...
O frio não foi nada... perto da emoção de trilhar os caminhos de nossos antepassados. O caminho de volta ... O deserto que hoje temos de atravessar não é uma extensão de areia estéril, calcinada pelo sol implacável. É o deserto da desconfiança, da hostilidade, da alienação de seres humanos. Para esta travessia temos de nos munir das reservas morais que o judaísmo acumulou, das poucas e simples verdades que constituem a sabedoria do povo. Ama teu próximo como a ti mesmo. Reparte com ele teu pão. Convida-o para tua mesa. Ajuda-o a atravessar o deserto de sua existência.






Serra da Estrela com os primos








Anjos em Tabuaço?







A paciência de quem tanto ensina se acabou? (nenê sou eu ou ele?)










O violino do Júnior faz silêncio ao canto...


Vamos morrer de saudades de vocês amigos? Para responder, alguém contenha o pranto; eles foram levar o canto e pedir para que vocês ainda possam ver que o fado que lhes trouxeram... É isso mesmo "O fado" não morreu. Está bem vivo
- Então eu me perguntei se tudo que é anjo nasce na Europa? O que não falta aqui na terrinha são anjos.... made in madeira, gesso, ouro, com cara de italiano, com cara bonita, que não falam, nem ouvem.


Eu perguntei: Os anjos são enviados no tempo e hora que colocamos nossas petições? ............................. "NADA SEI" ....Não obtive resposta


” Mas nesse momento tão único, esses aqui estão com cara de gente mesmo, podem e nos apresentaram ao fado que nossos pais já haviam perdido na memória.... (Os primos )



2006

Não fomos recebidos conforme encontrei registrado na obra de Barros Basto o desejo de receber de braços abertos todos os anussins independente de qualquer rabinato na sinagoga Mikor Haim...


Mas a luta só iniciou... Levamos tanto tempo para nos separarmos de tudo e agora tentaremos o caminho o inverso...

Mikol Haim, quando foste uma sinagoga para anusim?



Quinhentos anos de perseguição católica, dos quais pelos últimos duzentos nossos mestres de Torá dificultam nosso retorno, aumentando o sofrimento e a angústia de grande parte dos filhos de Israel.
Durante 300 anos, muitos foram queimados vivos, após quase vinte anos ou mais no cárceres subterrâneo inquisitorial. Nesta geração - famílias endogâmicas em todo o mundo latino - os filhos dos filhos destes que deram suas vidas nas fogueiras e nas torturas, cujos gritos lancinantes ainda se perdem no ar, elevam a Hashem esta petição, na qual pede o cumprimento da promessa feita a nossos antepassados no Sinai e através dos profetas, no período bíblico, promessa de retorno, de piedade, de libertação para os mais distanciados do judaísmo, nos quais se acham perdidos e esparsos: cohanim, levitas, filhos de Judá e Benjamin.
Orando em prol do retorno de cada um dos "filhos da nação", esperando a atenção de Hashem, e o reparo rabínico, que não pode e não devem "fechar os olhos" para o problema.

Já disse o Sábio Hillel:
" - Se não eu, quem será por mim?! Se não agora, quando??"



Mikol Haim -Hoje - 23 de dezembro de 2006 - Uma sinagoga ortodoxa que me pareceu nesse dia um cemitério de nossas esperanças . Observo que nesses portões há 23 anos vive uma alma agarrada, impedindo o retorno dos Anussim. Uma pena... Um lindo trabalho... Atravessei o ocêano para ver isso com meus próprios olhos... Barros Basto tem sido insultado e sua obra sendo pisada pelo mesmo pé que tenta nos impedir de receber a herança que Barros Basto nos Legou. Além de ignorar tão importante obra, ainda fazem uso da nossa sinagoga para fins que ainda não consegui descortinar

Para os que nos acusam de termos passado por qualquer outro lugar que não seja o judaismo aqui requerido... ´Refresco a memória de que Barros Basto além de passar por igreja evangélica, montou até mesmo sua própria religião para provar suas convicções. Isso tudo antes de levantar esta linda singoga e com todo respeito pelo povo de Israel...

NOSSO SHABAT VOLTA A SER EM CASA
Tem sido assim...
A esta mesa sentemo-nos, pois.
Somos muitos, nesta noite.
Somos os que estão e os que já foram:
somos os pais e os filhos, e somos também os nossos antepassados.
Somos um povo inteiro, em torno a esta mesa.
Aqui estamos, para celebrar, aqui estamos para dar testemunho.
Dar testemunho é a missão maior de quem tem fé.
Dar testemunho é distinguir entre a luz e as trevas, entre o justo e o injusto.
É relembrar os tempos que passaram nossos antepassados para que deles se extraia o presente a sua lição.

PALAVRAS DE MOSHE
(1200 anos a.C)
"Não faças ao próximo aquilo que não queres que te façam a ti (regra de prata, segundo Sagan; nas palavras de Hillel: Eis toda a Tora: o resto é apenas o seu comentário .....".

PEGANDO LENHA PARA AQUECER O CORPO



stá na mão de toda a gente -
A felicidade, vê lá! -
E o homem só ‘stá contente -
No lugar onde não está -
És rico e sério? Protesto! -.
Nisso tens facilidade -
Ser pobrezinho e honesto,
É maior honestidade.
É tão engraçada a vida -
Sem que a gente a veja assim,
Volta ao ponto da partida,
Quando está perto do fim.
Se o mundo inteirinho risse,
Não existia amargura;
E o que seria a fartura
Se a fome não existisse?

António Aleixo, Este Livro que Vos Deixo...


COMUNIDADE DO PORTO E PRINCIPALMENTE AO EMANUEL USURPADOR DA HERENCA QUE PERTENCE AOS B.NEI ANUSIM

Shalom Rabino e comunidade do Porto e anónimos nojentos
Nunca fomos anónimos e nunca escondemos nada...
Hoje me parece que certo é se converter e ser um anónimo ...
Judaísmo em Portugal deve ser complicado para quem quer apenas ser judeu sem conhecer os verdadeiros motivos desse retorno.
Não é vergonha alguma ter andado por todo lado e saber exactamente o que se quer.
O que me vale é que a justiça não é dos anónimos.
Só para completar: Esses anónimos fazem o retrato fiel dos nojentos que sempre rondaram a  casa de Israel. Não basta se converter para ser judeu... Tem que ter alma e lutar por aqueles ainda estao acordando. Se não tenho direito a defesa no estado de Israel, vou esperar para provar a minha alma sincera ao D'us ºunico de Israel para homens de respeito e com alma de judeu, cuja a principal característica  'e a transparência...

Shalom para quem se esconde e respeito ao Rabino Shai que nunca se deixou enganar...

Continuo atenta aos
Os Treze Princípios de Fé


MAIMONIDES Rabi Moshê ben Maim
Os Treze Princípios de Fé

O Rambam faz parte da vida dos sábios e dos eruditos, quando todos os dias se elevam ao mergulhar na profundidade de seus livros. Mesmo as pessoas menos instruídas são influenciadas pelo Rambam, através dos 13 Princípios da Fé, formulados por ele.

Esses princípios da fé judaica versam sobre as virtudes, a fidelidade e a fé na eternidade da Torá e na breve vinda de Mashiach – todos estes valores tiveram e têm um papel importante na complementação espiritual de nosso povo. Esta prece representa a grandeza da obra do Rambam, pois ele conseguiu penetrar no intelecto e no coração de todos os judeus; do mais erudito ao mais afastado dos conhecimentos da Torá.

Cada um dos 613 preceitos da Torá serve para:

Transmitir atitudes apropriadas
Remover concepções errôneas
Estabelecer legislação
Eliminar a perversidade e a injustiça
Imbuir no indivíduo virtudes exemplares
Deter a pessoa perante as más inclinações.
Os Treze Princípios da Fé – segundo Maimônides "Ani Maamin" – Creio plenamente:

Creio plenamente que Deus é o Criador e guia de todos os seres, ou seja, que só Ele fez, faz e fará tudo.
Creio plenamente que o Criador é um e único; que não existe unidade de qualquer forma igual à d’Ele; e que somente Ele é nosso D’us, foi e será.
Creio plenamente que o Criador é incorpóreo e que está isento de qualquer propriedade antropomórfica.
Creio plenamente que o Criador foi o primeiro (nada existiu antes dele) e que será o último (nada existirá depois dele).
Creio plenamente que o Criador é o único a quem é apropriado rezar, e que é proibido dirigir preces a qualquer outra entidade.
Creio plenamente que todas as palavras dos profetas são verdadeiras.
Creio plenamente que a profecia de Moshê Rabeinu é verídica, e que ele foi o pai dos profetas, tanto dos que o precederam como dos que o sucederam.
Creio plenamente que toda a Torá que agora possuímos foi dada pelo Criador a Moshê Rabênu.
Creio plenamente que esta Torá não será modificada e nem haverá outra ortorgada pelo Criador.
Creio plenamente que o Criador conhece todos os atos e pensamentos dos seres humanos, eis que está escrito: "Ele forma os corações de todos e percebe todas as suas ações" (Tehilim 33:15).
Creio plenamente que o Criador recompensa aqueles que cumprem os Seus mandamentos, e pune os que transgridem Suas leis.
Creio plenamente na vinda do Mashiach e, embora ele possa demorar, aguardo todos os dias a sua chegada.
Creio plenamente que haverá a ressurreição dos mortos quando for a vontade do Criador.